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“O debate sobre educação no RS deixou o aluno de lado”, afirma o secretário Ronald

Em palestra na Federasul, secretário falou dos desafios e das principais ações

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Secretário falou no painel  “Educação prioridade do Brasil”
Secretário falou no painel “Educação prioridade do Brasil” - Foto: Itamar Aguiar/Agência Freelancer
Por Luiz Aquino
Ronald: Projeção de 600 escolas reformadas até o fim de 2018
Ronald: Projeção de 600 escolas reformadas até o fim de 2018 - Foto: Itamar Aguiar/Agência Freelancer

Durante palestra em reunião almoço da Federasul, nesta quarta-feira, 12, o secretário estadual de Educação Ronald Krummenauer chamou a atenção para o fato de, nas últimas décadas, o principal debate sobre educação no Rio Grande do Sul ter se limitado ao conflito sindicato dos professores e governo. “Não discuto se a pauta é legítima ou não, e eu acho que é, mas o aluno foi deixado de lado”, acentuou Ronald.
 
Convidado para falar dentro do painel “Educação prioridade do Brasil”, ao lado do presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado (Sinepe/RS), Bruno Eizerik, Ronald alinhou o que ele considera os principais desafios e ações da pasta. “Será que não podemos abrir o debate sobre o plano de carreira do magistério, que é de 1974?”, exemplificou o secretário. “Se nada for modificado, sabemos o resultado que vamos ter.”
 
Uma das primeiras medidas anunciadas pelo secretário é a implantação de um projeto piloto de avaliação online do aluno, com o uso de aplicativo, por meio de parcerias com a iniciativa privada, junto com a Procergs, já para o próximo semestre. Inicialmente, serão atendidos cerca de 11 mil estudantes, preferencialmente do ensino médio. O sistema vai permitir que, além dos professores, os pais também tenham informações em tempo real sobre frequência e desempenho escolar. “O problema do atual sistema de avaliação é o tempo entre a identificação do problema e as ações de intervenção”, observou o secretário.
 
O secretário ressaltou também a possibilidade de, além de parcerias com a iniciativa privada, buscar soluções conjuntas junto aos municípios, começando por Porto Alegre, para o aproveitamento de espaços. “O mínimo que podemos fazer é uma boa administração dos recursos, dentro de uma restrição financeira”, afirmou. “Não é aceitável que escolas de mesmo porte tenham despesas diferentes”, ponderou.
Com relação à infraestrutura, o secretário projeta a reforma em pelo menos 600 escolas até o fim de 2018. Na próxima sexta-feira, coordenadores regionais de educação e diretores começam a participar de oficinas de capacitação, para o gerenciamento dos recursos (R$ 40,5 milhões) repassados para obras de reformas em mais de 300 escolas. 
Secretaria da Educação