Maria Eulalia Nascimento, Secretária-adjunta Seduc
Em 2 de abril, o mundo celebra o Dia Internacional do Livro Infantil. No Brasil, além desta data, também celebramos o 18 de abril como Dia Nacional do Livro Infantil. Este dia não foi escolhido à toa: é o dia de nascimento de Monteiro Lobato, ainda hoje um contemporâneo das histórias infantis.
Há poucos dias, em uma iniciativa conjunta, as secretarias estaduais de Educação e Cultura retomaram o projeto Autor Presente, que vai promover encontros sistemáticos de escritores gaúchos com nossos alunos, especialmente do Ensino Fundamental.
Em princípio, estimamos que 50 mil alunos entrem no universo de autores escolhidos pelas próprias escolas, por todo o nosso Estado. No entanto, muito mais pessoas são abrangidas pela iniciativa. São os professores, os técnicos das secretarias, os escritores, as famílias dos alunos, os bibliotecários, os gestores escolares e públicos que têm a oportunidade de acompanhar e estimular a ideia na rede escolar estadual. Iniciativas como esse projeto transcendem a si mesmas e nos instigam a pensar na política para a educação de forma mais abrangente.
Para além do convívio de autores com estudantes e professores, política educacional que deve ser incentivada pelo poder público, o autor presente nos faz pensar no Direito à Leitura e o que ele significa. Aparentemente o termo “direito” pode parecer desgastado. Mas não está. É preciso lembrar que direito é algo que se constrói e conquista. Não é dado a ninguém. Assim é com o direito à igualdade, que traz à tona a luta contra o racismo e contra a homofobia, por exemplo. Assim é com a universalização do direito à saúde e à educação. Direito faz parte da construção civilizatória. E a leitura é mais do que uma prática pedagógica obrigatória ou uma tarefa burocrática de nossas escolas. A leitura é uma ferramenta de exercício da crítica, da liberdade, de humanização. E as bibliotecas, espaços vivos, do encontro da imaginação com a liberdade, espaços que devem abrir-se a nossos alunos e à comunidade em que estão inseridas. Por isso, nestes dias 2 e 18 de abril, celebramos mais do que o livro infantil.
Reiteramos nosso compromisso com a valorização da educação, da alfabetização e da leitura. Celebramos o direito à leitura de mais de 70 mil professores, de 1,2 milhão de alunos da nossa rede, de milhares de funcionários e gestores; celebramos, enfim, o direito à leitura de milhões de pessoas no Rio Grande do Sul.
Maria Eulalia Nascimento
Secretária-adjunta de Estado da Educação do RS