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Seduc debate desafios e expectativas do Novo Ensino Médio

Segundo encontro realizado sobre o assunto teve o intuito de ampliar o conhecimento sobre a lei que modifica a LDB

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Implantação, que depende ainda da aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), está prevista para ocorrer a partir de 2021
Implantação, que depende da aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), está prevista para ocorrer a partir de 2021 - Foto: Diego da Costa
Por Diego da Costa

A Secretaria Estadual de Educação, por meio do Departamento pedagógico, promoveu na tarde desta quarta-feira (6) o segundo encontro para tratar  do Novo Ensino Médio. Desta vez, a reunião ocorrida na Praça de Eventos Professor Luiz Quartieri Filho teve o intuito de ampliar o conhecimento sobre a lei 13.415/2017, que modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e estabelece a nova regulamentação. A implantação, que depende ainda da aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), pelo Conselho Nacional de Educação, e da homologação pelo Ministério da Educação (MEC), está prevista para ocorrer a partir do ano de 2021.

Um dos principais objetivos da nova proposta para o ensino médio é atrair e manter os jovens para a escola. Atualmente, em todo o país, mais de 1 milhão de jovens de 17 anos que deveriam estar no terceiro ano do ensino médio estão fora da escola. Outros 1,7 milhão de jovens não estudam nem trabalham.

A carga horária do ensino médio subirá de 800 para 1,4 mil horas. As escolas farão a ampliação de forma gradual, mas nos primeiros cinco anos já devem oferecer 1.000 horas de aula anuais. No caso do Rio Grande do Sul, o Estado já oferece as 1.000 horas em 90% das escolas.

Outra mudança pertinente diz respeito ao ensino em Tempo Integral. Até 2024, 50% das instituições de ensino de cada Estado e 25% das matrículas ofertadas em toda a Educação Básica deverão contemplar a modalidade.

Para a diretora do Departamento Pedagógico da Seduc, Sônia Rosa, o novo modelo do Ensino Médio propõe desafios que necessitam do envolvimento da comunidade escolar. De acordo com ela, o Grupo de Trabalho do Novo Ensino Médio tem se dedicado a estabelecer parâmetros cada vez mais criteriosos nos métodos pedagógicos de ensino e atendimento ao aluno. “Este é um dia muito importante, pois estamos debatendo este grandioso projeto que irá modificar de forma estrutural a relação do professor com o aluno. Este novo olhar de maior cumplicidade entre as partes é que fará toda a diferença, independentemente da matriz curricular”, salienta.

De acordo com a coordenadora do Grupo de Trabalho do Novo Ensino Médio da Seduc, Adriana Schneider, é preciso que as escolas se adaptem às necessidades dos jovens e tornem a base curricular mais atrativa aos alunos. “É necessário refletir e debater sobre estas mudanças. Este é um processo que só poderá ocorrer de fato, se existir uma ampla participação de toda a sociedade”, explica.

Para a conselheira do Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Sul, Sônia Maria Seadi, assim como o mundo e a tecnologia mudam constantemente, os conceitos pedagógicos precisam avançar para atender melhor os estudantes. "Temos que trabalhar juntos para nos adaptarmos. A formação integral do aluno e a construção do seu projeto de vida passam por um currículo que contemple os seus aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais”, destaca.

 Grupo de Trabalho do Novo Ensino Médio

Ainda compõem a coordenação do Grupo de Trabalho do Novo Ensino Médio o diretor de Recursos Humanos, José Adilson Santos Antunes; a chefe de gabinete do Departamento Pedagógico, Raquel Padilha da Silva; e a diretora pedagógica da SUEPRO, Ana Rita Berti Bagestan.

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