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Encontro de junho do Ciclo de Governança da Educação acompanha indicadores da Rede Estadual

Reunião pela secretária Raquel Teixeira destacou experiências de sucesso em diferentes regiões do Rio Grande do Sul

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Sala de reuniões ampla com dezenas de participantes sentados ao redor de uma mesa em formato de U. Telas exibem gráficos e dados ao centro e nas paredes. Pessoas acompanham a apresentação, enquanto fotógrafos registram o encontro institucional.
Evento ocorreu no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), em Porto Alegre, reunindo lideranças da Seduc - Foto: Gustavo Perez | ASCOM Seduc

Nesta terça-feira (16/06), o governo do Estado reuniu lideranças da Secretaria da Educação (Seduc) para realizar o encontro mensal do nível E1 do Ciclo de Governança da Educação. O evento, que ocorreu no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), em Porto Alegre, avaliou uma série de indicadores das escolas estaduais, contando com a participação da secretária da Educação, Raquel Teixeira e da secretária adjunta em exercício, Iracema Castelo Branco.

O modelo da Governança na Educação é estruturado em diferentes níveis, envolvendo toda a Rede Estadual, envolvendo as escolas, coordenadorias e órgão central, chegando até o gabinete do Governador.

Para Raquel, essa fórmula é o que permite que o Estado tome decisões na educação baseado em informações consolidadas, que são resultado de um acompanhamento diário.

“É por isso que trabalhamos com evidências. Aquilo que não é observado, não muda. Os números são como uma bússola: mostram um caminho a ser seguido. Por isso, é fundamental que o sistema de governança seja aplicado em todas as etapas, desde a escola até chegar ao governador”, afirmou.

Com essa análise de dados concretos, além do compartilhamento de experiências, os gestores conseguem corrigir problemas com agilidade e adotar decisões mais seguras para melhorar o ensino público.

Análise de indicadores

A abertura da reunião E1 contou com a apresentação da secretária-adjunta em exercício, Iracema Castelo Branco, e do coordenador do Centro de Educação Baseada em Evidências, Guilherme Simionato. Eles mostram um panorama geral de como a Rede Estadual se comportou nos últimos meses.

A programação seguiu no formato de painéis temáticos, em que coordenadores e gestores se alternavam, trazendo exemplos de práticas bem-sucedidas e os pontos de atenção. O primeiro painel de debates abordou as notas dos estudantes. Nesse bloco, tanto o rendimento escolar quanto as ações pedagógicas foram abordados, abrindo espaço para que as diferentes regionais do Estado pudessem mostrar as soluções encontradas.

Exemplos de boas práticas

A coordenadora Rosa Maria de Souza, da 14ª CRE, de Santo Ângelo, comandada por Rosa Maria de Souza, e a diretora Elisete Maria Bonfada, do Colégio Estadual Padre Rambo, de Porto Alegre, apresentaram resultados positivos, que elevaram o desempenho dos estudantes.

Segundo a coordenadora Rosa Maria de Souza, a análise dos indicadores permitiu identificar que algumas ações precisavam ser aperfeiçoadas. A partir desse diagnóstico, a coordenadoria reorganizou o acompanhamento pedagógico das escolas, ampliou o trabalho com supervisores e fortaleceu iniciativas como as paradas pedagógicas, os Conselhos Participativos e os Estudos de Aprendizagem Contínua (EACs).

“Nós percebemos que todas as ações estavam sendo realizadas, mas o resultado não era o esperado. A partir da análise dos indicadores, corrigimos a rota, aproximamos os supervisores da coordenadoria e intensificamos o acompanhamento das escolas. Isso fez diferença nos resultados que alcançamos”, relatou.

A coordenadora também destacou que o compartilhamento de boas práticas entre as escolas e o fortalecimento da participação das famílias contribuíram para a evolução observada nos indicadores.

Por sua vez, na capital gaúcha, a melhora evidenciada no Colégio Padre Rambo ocorreu após uma série de ações desenvolvidas com o apoio da 1ª CRE. Entre as medidas estiveram reuniões frequentes com professores, acompanhamento individualizado de situações críticas dos estudantes, projetos interdisciplinares e uma aproximação ainda maior com as famílias estudantes.

“Quando identificamos os problemas, iniciamos uma força-tarefa de acompanhamento, com diálogo permanente com os professores e monitoramento constante dos indicadores. Também passamos a chamar individualmente as famílias para conversar sobre frequência e rendimento. O resultado já aparece nos números, mas sabemos que ainda temos espaço para avançar”, afirmou a diretora Elisete Maria Bonfada.

Acompanhamento permanente

No indicador de aulas, a 7ª CRE, de Passo Fundo, demonstrou como as práticas de acompanhamento foram reorganizadas, assegurando o cumprimento do calendário escolar. Para que isso acontecesse, a coordenadoria intensificou as ações de mediação e assessoria pedagógica, especialmente nas escolas de apoio intensivo.

O trabalho inclui visitas presenciais, reuniões semanais com supervisores e acompanhamento sistemático dos registros feitos pelas equipes escolares.

Segundo a coordenadora-adjunta Elisangela Tauffer, um dos princípios adotados pela CRE é garantir a permanência dos estudantes na escola como prioridade.

“Temos como foco a presença do aluno na escola. Caso ele se ausente, a equipe diretiva organiza o atendimento e acompanha a recuperação das aulas. Além disso, reforçamos o trabalho de mediação e o acompanhamento dos registros, porque os resultados melhoram quando todos olham juntos para os indicadores e para a realidade da escola”, explicou.

Importância da escuta na frequência escolar

Por fim, o último painel, a respeito da frequência escolar, debateu também a permanência dos jovens na escola. A 5ª CRE, de Pelotas, compartilhou os métodos que utiliza para combater o abandono escolar.

Conforme detalhou a coordenadora Alice Maria Szezepanski, a escuta dos próprios estudantes passou a orientar as estratégias contra a infrequência escolar. A CRE aplicou um questionário para alunos do Ensino Médio com o objetivo de compreender os motivos que levavam parte deles a faltar às aulas.

Os resultados levaram a 5ªCRE a revisar percepções anteriores. “Quando ouvimos os estudantes, percebemos que muitas das explicações que imaginávamos não correspondiam à realidade. Os dados nos ajudaram a entender melhor os desafios e a direcionar as ações para aquilo que realmente impactava a frequência escolar”, afirmou a coordenadora Alice Maria Szezepanski.

A partir disso, houve um reforço de ações como o gabinete itinerante, as reuniões com gestores escolares e o acompanhamento mais próximo das escolas com maiores dificuldades.

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